Este estudo avaliou por meio de uma revisão
da literatura, o diagnóstico, tratamento e proservação
do Padrão Facial III. Selecionou estudos
clínicos prospectivos, retrospectivos e revisões
sistemáticas das principais bases de dados
(BBO, LILACS, MEDLINE e CONCRAINE). Após
a análise dos estudos, concluiu-se que em pacientes
portadores de Padrão III nem sempre
há uma relação molar de classe III, sendo importante
um diagnóstico acurado baseado na
sua arquitetura facial. Outro aspecto importante
é reconhecer o componente morfológico
do Padrão III, que pode ser a retrusão maxilar,
prognatismo mandibular ou a combinação das
duas variáveis. No tratamento, a magnitude
das alterações induzidas pela mecanoterapia
adotada depende do estágio de maturidade
esquelética. Em indivíduos no início e no pico
de crescimento puberal, há uma maior tendência
de alterações esqueléticas em detrimento
as alterações dentoalveolares. Em relação ao
padrão de crescimento facial, verificou-se que
indivíduos com padrão vertical o prognóstico
não é favorável, pois um dos efeitos observados
no tratamento do Padrão III é o aumento
da AFAI. Em pacientes após o crescimento,
pode-se optar pelo tratamento compensatório
ou ortocirúrgico, a depender do grau do erro
sagital, da quantidade de compensação existente
e da queixa principal do paciente.
Descritores: Diagnóstico Ortodôntico, Análise
Facial, Padrão Facial III, Má Oclusão Classe III
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