Desde a sua introdução em 1909, o aparelho de Herbst tem sido mais objeto de elogios, críticas e debate do que qualquer outro aparelho ortodôntico5,12. Sua longevidade, no entanto, é uma prova da sua eficácia como corretor de Classe II.
O aparelho de Herbst tem sido muito utilizado no tratamento da Classe II nos Estados Unidos e na Europa3. No Brasil, tem sido pouco utilizado, e acredita-se que seja devido à falta de conhecimento dos profissionais. Muitos acham que o Herbst trabalha da mesma forma que o Forsus8 ou o PowerScope11. Na verdade, estes dois últimos são propulsores híbridos2 e não tiram o côndilo da fossa mandibular, por isso só possuem efeito dentoalveolar. Já o Herbst avança a mandíbula e remove o côndilo da fossa, causando uma remodelação, ou seja, além do efeito dentoalveolar, também pode ter um efeito esquelético, alterando o crescimento e a posição da mandíbula em pacientes que estão na fase crescimento4,9.
Uma grande preocupação que se tem hoje com o uso do aparelho de Herbst é a diminuição das intercorrências durante o tratamento, pois além de incomodar os pacientes, pode também atrapalhar o dia a dia do consultório10,13. Com o intuito de facilitar o uso do aparelho de Herbst e de diminuir as intercorrências, muitos desenhos de sistemas telescópicos foram desenvolvidos nos últimos anos. Um sistema que tem ganhado muitos adeptos nos Estados Unidos é o MiniScope da empresa American Orthodontics (AO) (Sheboygan, WI, EUA). Embora o MiniScope seja um dos sistemas mais utilizado para a confecção do aparelho de Herbst, ele é pouco conhecido no Brasil. Desta forma, o objetivo deste artigo é descrever os passos clínicos para a utilização do aparelho de Herbst com esse sistema telescópico.
1 Mestre e Doutor em Ortodontia, Professor Associado – UFPR, Professor do Programa de Mestrado em Odontologia Clínica – Universidade Positivo.
2 Aluno do Programa de Mestrado em Odontologia Clínica – Universidade Positivo.
3 Professora do Programa de Mestrado em Odontologia Clínica – Universidade Positivo.
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