A má oclusão de Classe II apresenta uma frequência bastante significativa entre os pacientes que buscam pelo tratamento ortodôntico14,15 e sua correção pode representar um grande desafio para os ortodontistas, uma vez que apresenta diferentes etiologias, características esqueléticas, oclusais e faciais diversas2,8,10,13, requerendo, portanto, diferentes abordagens.
Um dos fatores limitantes para a correção da Classe II é a colaboração, considerando que grande parte dos métodos disponíveis requer a participação efetiva do paciente com o uso disciplinado de aparelhos ou dispositivos auxiliares.
Para eliminar a necessidade da colaboração do paciente, tornando o tratamento da Classe II dentoalveolar mais previsível e eficiente, diferentes técnicas e aparelhos têm sido propostos. Entre eles destaca-se o Forsus (3M Unitek, Monrovia, CA, EUA), um aparelho de simples manejo, bem aceito pelos pacientes3 e que proporciona resultados bastante eficientes8-11. Atualmente, o Forsus é o aparelho para correção da Classe II mais utilizado entre os ortodontistas norte-americanos9.
Ao longo dos últimos anos, os bons resultados do Forsus no tratamento da Classe II têm proporcionado algumas atualizações na sua aplicação, o que tem permitido mais conforto, mais praticidade na sua instalação e melhor controle dos efeitos colaterais.
Nesse contexto, com o intuito de torná-lo ainda mais prático, facilitando a sua instalação e possibilitando seu emprego, mesmo quando não programado ao início do tratamento, a mais recente tendência na utilização do Forsus é a sua adaptação utilizando-se tubos colados, eliminando a necessidade de bandas nos primeiros molares superiores.
1 Especialista em Ortodontia – UFPR, Mestre em Ortodontia – UMESP, Doutor em Ortodontia – FOUSP, Professor da UFPR – Graduação e Pós-graduação em Ortodontia, Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia da Universidade Positivo, Diplomado pelo BBO.
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