Resumo
Nos últimos anos, o percentual de pacientes que tiveram
indicação de extrações como parte do tratamento
ortodôntico diminuiu consideravelmente. A experiência
tem mostrado que a extração de pré-molares não proporciona,
necessariamente, estabilidade do alinhamento
dentário a longo prazo. Nos dias atuais, parece ser possível,
a partir de análises mais cuidadosas, tratar de modo
diferente pacientes que teriam sido tratados com extrações
há alguns anos atrás. Este artigo tem por objetivo
demonstrar que, em casos nos quais haja dúvidas quanto
à necessidade ou não de extrações dentárias, em decorrência
de apinhamentos moderados, a mecânica de baixo
atrito fornecida pelos bráquetes autoligados favorece o
tratamento não extracionista, uma vez que promove um
alinhamento e nivelamento eficientes, simplifica a mecanoterapia
empregada e produz efeitos colaterais reduzidos
e previsíveis.
Descritores: Bráquetes autoligados, casos limítrofes,
aparelho de protração mandibular.
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