Na edição de 22 de maio de 2000 da revista americana
Time, a Ortodontia foi listada como uma
das 10 carreiras que desapareceriam no novo milênio.
Naquela época, a previsão parecia ridícula e
era sequer passível de análise. Porém, no início da
segunda década deste terceiro milênio, existem
evidências que nos fazem pensar se a especialidade
como a conhecemos não está realmente
ameaçada. A Ortodontia passa por um momento
divisor de águas em vários sentidos. Novas tecnologias
e filosofias de tratamento estão sendo
desenvolvidas e incorporadas rapidamente à prática
clínica, além de despertarem grande interesse
científico. Nesse universo de inovações tecnológicas
e conceitos emergentes, percebe-se uma
prática clínica dividida, em que um segmento da
Odontologia segue preocupado somente com
aspectos comerciais, realizando alinhamentos
dentários sem maiores critérios de diagnóstico e
planejamento e aumentando a cada dia sua cota
de mercado, enquanto a verdadeira especialidade
busca desesperadamente por um novo caminho.
A utilização dessas inovações tecnológicas
em conjunto com os conceitos contemporâneos
de tratamento ortodôntico, como prática clínica
baseada em evidências científicas, procedimentos
minimamente invasivos, engenharia tecidual e
medicina oral sistêmica, definem uma inovadora
abordagem para a especialidade, focada em promoção
de saúde e qualidade de vida em oposição
ao tradicional “paradigma de Angle”.
Descritores: Imagens Craniofaciais 3D, Diagnóstico
em Ortodontia, Biotecnologias.
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