A mordida cruzada posterior pode ser definida
como uma relação bucolingual anormal dos dentes
posteriores e também como uma incapacidade dos
arcos ocluírem normalmente na sua relação transversal.
O fato desta má oclusão apresentar uma alta
prevalência, fez com que ela fosse tão pesquisada
e relatada na literatura. Estima-se que cerca de 8%
a 23,5% das crianças na dentadura mista possuem
este tipo de má oclusão. Etiologicamente pode estar
relacionada a fatores, como: hábitos de sucção
de chupeta ou de dedo, obstrução das vias aéreas,
com conseqüente respiração bucal, contatos prematuros
em caninos decíduos, padrão de erupção
dentária, fissura palatina ou labial e também por
fatores hereditários. O tratamento das mordidas
cruzadas posteriores pode ser realizado através de
expansão ou disjunção da maxila. A expansão é realizada
quando a mordida cruzada é de natureza
dentária, onde a base óssea da maxila apresenta
boa conformação, porém os dentes não se encontram
bem posicionados no sentido vestíbulo-lingual
no arco alveolar. Já a disjunção, é realizada quando
a base óssea está atrésica e os dentes estão bem
posicionados no sentido vestíbulo-lingual. O objetivo
deste trabalho é estudar a literatura existente,
identificando as más-oclusões e os vários tipos de
tratamento indicados para cada mordida cruzada
posterior.
Descritores: Má-oclusão; mordida cruzada, ortodontia
preventiva
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