Resumo
O espaço preparado para pino após um retratamento endodôntico pode estar sujeito a
maior quantidade de smear layer, em comparação com a quantidade de resíduos produzidos
no tratamento inicial, já que nenhum protocolo de retratamento é capaz de garantir completa
remoção de guta-percha e cimento obturador das paredes dos canais radiculares. Este estudo
avaliou a resistência adesiva in vitro de pinos de fibra de vidro cimentados em dentes submetidos ao retratamento endodôntico, em comparação aos cimentados em dentes tratados
endodonticamente. Quarenta canais de raízes bovinas foram instrumentados e obturados. As
amostras foram divididas aleatoriamente em 2 grupos, sendo que as raízes do Grupo I foram
preparadas para pino imediatamente depois de obturadas. As raízes do Grupo II tiveram as
embocaduras dos canais seladas com o cimento restaurador temporário por um período de
30 dias, com posterior retratamento endodôntico e preparo para pino imediato. Pinos de fibra de vidro foram cimentados com cimento resinoso RelyX U100 nas raízes dos dois grupos,
que permaneceram armazenadas por 7 dias para posterior realização do teste push-out, com
resultados submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey. A comparação das médias
de força entre os grupos testados revelou que a média de força do Grupo I foi significativamente maior que a do Grupo II (p<0,01). O padrão de fratura foi predominantemente adesivo
(interface dentina-cimento resinoso) em ambos os grupos. Pode-se concluir que há diminuição na resistência adesiva de pinos de fibra de vidro cimentados em dentes submetidos ao
retratamento endodôntico.
Descritores: Pinos dentários, técnica para retentor intrarradicular, retratamento, cimentos de resina.
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