Resumo
Embora a sobreposição de arquivos digitais, como a tomografia e o escaneamento intraoral, vem provando ser um procedimento confiável por se tratarem de arquivos diferentes, esta confiabilidade pode ser afetada, influenciando na precisão dos guias cirúrgicos
periodontais, também chamados de Perioguide®. O objetivo deste trabalho foi avaliar se
a experiência do operador em escaneamentos intraorais influencia na precisão da sobreposição de imagens entre arquivos STL (estereolitografia) e DICOM (Comunicação de Imagens Digitais em Medicina). Neste estudo, foi utilizado um crânio com maxila contendo
15 elementos dentais e gengiva artificial confeccionada com Gingifast Rígido-Zhermack®
(Badia Polesine, Itália). Os escaneamentos da maxila do crânio utilizado neste estudo (n=20)
foram feitos com o scanner TRIOS® 3-3SHAPE® (Copenhague, Dinamarca) por dois grupos:
G1- um profissional experiente (N=10) e G2- 10 profissionais inexperientes (N=10). Esses
escaneamentos foram sobrepostos com uma tomografia computadorizada e medidas foram
realizadas em três dentes específicos com uma régua digital calibrada, através do programa
Implant Studio®. O teste de Levene foi usado para avaliar a igualdade de variância e, de acordo com o resultado, mostraram-se homocedásticos (p= 0,146138076). As diferenças entre
os grupos de teste (G1xG2) foram analisadas usando ANOVA unidirecional e testes HSD
post hoc de Tukey. O nível de significância utilizado foi de 5%. Com base neste trabalho,
concluiu-se que a experiência do operador em escaneamentos intraorais não influenciou na
precisão das medidas obtidas pela sobreposição de imagens entre arquivos STL e DICOM.
Os operadores sem experiência obtiveram resultados semelhantes quando comparados ao
operador com experiência.
Descritores: Tomografia, desenho assistido por computador, Periodontia.
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