Tomar a beleza como objeto de estudo é assumir um problema relacionado a algo
real, que desperta sentimentos e inspira ações; porém, ao mesmo tempo carece de objetividade
na sua definição, em especial quando se trata da especificação de parâmetros para pautar as
intervenções da área da saúde. Muito embora a ciência se ocupe da investigação da verdade, e a
arte se ocupe do belo; os saberes humanos se mesclam de tal modo que as fronteiras entre a arte
e a ciência se tornam imperceptíveis. Para as ciências biomédicas a beleza está, muitas vezes,
relacionada à queixa principal do cliente; porém nesses casos se trata do mundo sensível, e não
do mundo ideal. A intenção deste estudo foi investigar a natureza do belo no contexto histórico e
avaliar a implicação dessa sobre as intervenções da área da saúde, em particular na especialidade
de ortodontia, considerando as expectativas do cliente e os sistemas de diagnóstico utilizados
para a avaliação do fenômeno. A revisão evidenciou um paradoxo nos sistemas de diagnóstico
utilizados na especialidade, pois questionou a simetria como fator de avaliação do resultado da
intervenção ortodôntica.
Descritores: estética, ortodontia, métodos.
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