Vol. 11 – Número 43 – 2018 Coluna Como se Faz Página 33-39 Fechamento de espaços em Ortodontia Lingual – emprego de pônticos estéticos Acácio Fuziy1 Marcos Gabriel do Lago Prieto2 Cláudio Fróes de Freitas3 Graziane Olímpio Pereira4 Ronaldo Henrique Shibuya5 Introdução O fechamento de espaços é uma etapa clínica, que na Ortodontia Lingual, não difere do que ocorre na Ortodontia Vestibular e objetiva a aproximação dos elementos dentários da região anterior com os dentes do segmento posterior, sendo executado para fechar os espaços resultantes das exodontias, geralmente, de primeiros pré-molares, para o fechamento de espaçamentos decorrentes da distalização de molares superiores, na correção da má oclusão de Classe II e para fechar os diastemas generalizados existentes no arco dentário17. Nessas situações clínicas, justifica-se realizar o fechamento de espaços pela necessidade de se corrigir a discrepância ósseo-dentária, para melhorar a relação anteroposterior dos arcos superior e inferior, pela busca da melhoria no perfil facial e para corrigir a relação oclusal6,17. É uma etapa que exige a compreensão dos princípios de biomecânica, tais como o conhecimento: das características do sistema de fechamento de espaços, da interação dos bráquetes com o arco ortodôntico, dos aspectos envolvidos na mecânica de deslizamento, do desenho da alça, do sistema de força resultante das ativações e da necessidade de ancoragem2,3,6,10,18. A ignorância desses conhecimentos pode conduzir ao insucesso e impedir que a oclusão ideal seja alcançada. Esses princípios devem ser analisados tanto na Ortodontia Vestibular, quanto na Ortodontia lingual17. Os cuidados técnicos são semelhantes na Ortodontia Lingual e na Vestibular, sendo que o fechamento de espaços somente deverá iniciar após o adequado alinhamento e nivelamento dos dentes, após o fechamento de diastemas entre incisivos e posteriormente ao nivelamento adequado da curva de Spee6,17. Outro aspecto crítico na mecânica se relaciona com a determinação de se estabelecer uma ancoragem máxima moderada ou absoluta. A decisão fundamenta-se nas metas definidas pelo fechamento de espaços, se será efetuado com retração do segmento anterior e mínimo ou nenhum movimento mesial dos dentes posteriores (perda de ancoragem), pela retração anterior e perda de ancoragem ou pela perda de ancoragem e mínima retração anterior6,17. 1 Professor Doutor Associado do Programa de Mestrado em Odontologia – UNICID e Professor do Curso de Odontologia – UENP. 2 Mestre em Clínica Odontológica – UNIMAR, Diplomado em Ortodontia – BBO, Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia – Faculdade Herrero – Campo Grande/MS. 3 Coordenador do Programa de Mestrado em Odontologia – UNICID. 4 Especialista em Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares – IBPG/Brasília/DF; Mestre em Ortodontia – Centro de Pesquisas Odontológicas – SL Mandic/Campinas. 5 Mestre em Radiologia – Centro de Pesquisas Odontológicas SL Mandic/Campinas; Especialista em Ortodontia – Unicastelo; Coordenador do Curso de Especialização em Ortodontia – Esfera Centro de Ensino Odontológico.
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