Com os avanços das técnicas de levantamento da membrana do assoalho do seio maxilar, associadas a enxertos dos mais
diversos tipos, tornou-se realidade, a colocação de implantes dentários, em áreas desdentadas da maxila posterior atrófica.
Na maioria dos casos, essa cirurgia ocorre, sem intercorrências, e o resultado final, apresenta excelentes perspectivas de reabilitação
protética. Existem, porém algumas complicações nesse procedimento, e uma das mais comuns, é a perfuração da
membrana sinusal no trans-operatório. Nesse procedimento, mesmo com a ruptura da membrana do assoalho do seio maxilar,
os resultados podem ser satisfatórios, pois com uma manobra para fechamento dessa perfuração, há uma regeneração
tanto da membrana como óssea obtida através de enxerto ósseo e assim podemos instalar os implantes e reabilitar funcional
e esteticamente o paciente. Esse trabalho consistiu em relatar os resultados obtidos, em pacientes que sofreram esse tipo
de intercorrência, no transoperatório, e tiveram a cirurgia prosseguida, com o protocolo de correção da fenestração. Foram
analisados exames radiográficos panorâmicos iniciais e finais, e relatórios cirúrgicos das seguintes instituições: Universidade
Paulista (UNIP) – Faculdade de Odontologia – Curso de Especialização em Implantodontia; Fundação para o Desenvolvimento
Científico e Tecnológico da Odontologia (FUNDECTO-USP); Universidade de Uberaba (UNIUBE) e essa análise mostrou
que mesmo com a perfuração os resultados na neoformação óssea são satisfatórios.
Descritores: Perfuração, seio maxilar, membrana sinusal, maxila atrófica
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