Vol. 12 – Número 48 – 2021 CADERNO INTERDISCIPLINAR Artigo original Página 115-122 Avaliação dos métodos de coloração manual das íris de próteses oculares Maria Tereza Martins Perez¹ Ricardo Caputti Izquierdo Indalecio¹ Francisco Pantoja Braga Filho² Francisco Pantoja Braga³ Cristiane Maria Brasil Leal³ Brigitte Nichthauser³ Resumo O indivíduo que perdeu o globo ocular pode ser reabilitado com uma prótese ocular que necessita ser natural e estética. No entanto, métodos de coloração e caracterização da íris durante os processamentos laboratoriais podem levar ao manchamento da esclera levando ao insucesso do trabalho. Esta pesquisa visou identificar o protocolo de processamento laboratorial que apresentou o menor manchamento da esclera após coloração das íris das próteses oculares. Foram confeccionados 40 corpos de prova com três técnicas diferentes e um grupo controle. A tinta das calotas de íris, pintadas manualmente com tinta automotiva, foi isolada da resina acrílica autopolimerizável utilizada para colagem das mesmas nos corpos de prova. As três técnicas de colagem e isolamento foram com cianoacrilato, cola PVA e fita adesiva. Utilizou-se o teste exato de Fisher para avaliar o manchamento em dois momentos: após colagem das calotas de íris nos corpos de prova e após acrilização da camada transparente final. Os índices de manchamento na primeira análise foram de 90% no grupo controle, 90% no grupo do cianoacrilato, 80% no grupo da cola PVA e 40% no grupo da fita adesiva. No segundo momento, 90% do grupo controle apresentou manchamento, 90% do grupo do cianoacrilato, 80% da cola PVA e 70% da fita adesiva. O teste exato de Fisher apresentou para os grupos cianoacrilato p=0,7; PVA p=0,5 e fita adesiva p=0,2. Nas três técnicas utilizadas, os índices de manchamento foram elevados, o que sugere a necessidade de mais estudos e aprimoramento quanto às técnicas e/ou materiais de coloração e isolamento. Descritores: Olho artificial, íris, estética, reabilitação. ¹ CD – UEA. ² Cadista (TPD), Esp. em CAD/CAM. ³ Departamento de Prótese Total e Bucomaxilofacial – UEA. DOI: 10.24077/2021;1248-115122
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