Resumo
Com o sucesso da osseointegração, um dos obstáculos para o êxito das reabilitações sobre implantes
consiste na obtenção de boa adaptação marginal dos componentes protéticos, porém ainda não está
claro quais níveis de desajuste são considerados clinicamente aceitáveis, mas sabe-se que desadaptações
protéticas podem provocar problemas biomecânicos. O presente estudo teve como objetivo analisar e
comparar a adaptação marginal vertical de seis diferentes marcas comerciais de pilares calcináveis antes
da fundição a um implante hexágono externo de plataforma regular. Para tanto, os pilares foram divididos em sete grupos experimentais (n=5), sendo seis deles pilares totalmente calcináveis e um grupo
controle com base pré-fabricada de Co-Cr. Os pilares foram fixados ao implante por meio de um parafuso da respectiva marca e receberam um torque de 10 Ncm com auxílio de um torquímetro manual. Em
seguida as desadaptações foram analisadas em microscópio ótico em seis diferentes pontos, que resultaram em uma média, a qual foi submetida à análise estatística de variância (ANOVA) e aplicado o teste de
Tukey (5%) para diferenciação. Os resultados mostraram valores médios para os grupos de 1,54µm (G
I); 1,64µm (G II); 1,78µm (G III); 1,76µm (G IV); 1,78µm (G V); 1,46µm (G VI) e 1,18µm (GC), não sendo
diferentes estatisticamente, exceto para o grupo controle. Dentro das limitações deste estudo, pode-se
concluir que todas as marcas comerciais de cilindros calcináveis analisadas tiveram o mesmo padrão de
precisão de adaptação e o com base metálica pré-fabricada apresentou melhor adaptação.
Descritores: Materiais dentários, implante dentário, prótese dentária.
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