A má-oclusão de Classe III de Angle é caracterizada por um degrau sagital negativo. Apesar
da sua baixa incidência e prevalência (3%) é atentamente pesquisada pelos ortodontistas,
devido ao comprometimento estético consequente da discrepância ântero-posterior. Seu tratamento
constitui-se em um dos maiores desafios da ortodontia. Isso se deve ao prognóstico
nem sempre favorável deste tipo de má-oclusão, principalmente quando o paciente se encontra
no período pós-crescimento puberal. O tratamento da Classe III pode ser realizado através
de ortopedia, de compensações dentárias ou do tratamento combinado ortocirúrgico. O protocolo
adotado depende de diversos fatores como idade, severidade da má oclusão, padrão
de crescimento, grau de envolvimento estético e relacionamento entre as bases apicais. Nos
casos em que o paciente apresenta um envolvimento esquelético severo, o paciente já cessou
sua fase de crescimento e existe um grande envolvimento estético, o tratamento combinado
ortocirúrgico encontra-se indicado. Este artigo objetiva relatar um caso de um paciente com
padrão facial III, com excesso de mandíbula, tratado por meio da Ortodontia e da Cirurgia
Ortognática.
Descritores: Má-oclusão de Angle Classe III, cirurgia maxilofacial e ortodontia corretiva.
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