A Ortopedia Funcional tem sua origem na própria etimologia do termo ORTOPEDIA (do grego orthós,
reto + paidós, criança + sufixo ia) criado por Nicholas Andry em 1741 e nos conceitos de funcionalidade
trazidos por Wilheim Roux e Julius Wolff 2,3. Já a Ortopedia Funcional “dos Maxilares” remonta a 1879, quando Norman Kingsley introduziu o aparelho de “salto de mordida”. No início dos anos 1900, os Estados Unidos e a Europa começaram a desenvolver terapêuticas fixas e funcionais, respectivamente, para intervenção em oclusopatias4. Inspirados no trabalho dos grandes mestres europeus, tivemos no Brasil alguns professores que introduziram a prática da OFM, dando início a uma trajetória de mudanças de paradigmas e instalação do olhar funcional para a prevenção e tratamento das oclusopatias. É importante citar os pioneiros José Lazaro Barbosa dos Santos, Antonio Carlos Passini e Mauricio Vaz de Lima e enfatizar o papel da Professora Wilma Alexandre Simões5 que sistematizou de forma brilhante a terapêutica ortopédica funcional. Esses quatro professores formaram novos professores e assim por diante. Essa organização do conhecimento fez o Brasil se tornar referência mundial nas abordagens terapêuticas com OFM. No entanto, a globalização do conhecimento trouxe também novos desafios,
pois o aporte de informações e de novas terapêuticas nem sempre é acompanhado da correta fundamentação
teórico-científica da especialidade 6. Por isso, torna-se imperativo esse consenso.
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