A expansão rápida da maxila (ERM) ortopédica e a expansão rápida da maxila assistida cirurgicamente (ERMAC) são realizadas com o objetivo de dar à maxila uma forma adequada, capaz de possibilitar uma oclusão normal. Em casos extremos, onde há atresia grave, faz-se necessário realizar uma expansão além do permitido pelo parafuso do aparelho expansor, sendo muitas vezes necessário utilizar outro aparelho expansor convencional ou do tipo borboleta, quando a região anterior da maxila é mais atrésica. Nessa situação, há duas opções: aguardar cerca de 90 dias para permitir uma reestruturação da sutura intermaxilar e realizar uma nova ERM/ ERMAC ou dar prosseguimento imediato ao processo de expansão. Levando-se em conta o custo biológico, financeiro e o tempo clínico, o procedimento de reaproveitamento imediato da ação expansora torna-se a técnica de escolha para estes casos, sendo o procedimento operacional realizado de maneira simples e apenas em quatro passos. Neste trabalho será apresentado um caso clínico onde, depois de realizada a ERMAC, foi observada que a alteração da forma do arco maxilar, dada a severidade da atresia, não havia sido corrigida, principalmente na região anterior, havendo necessidade de realizar mais expansão. Com o objetivo de corrigir a atresia na região anterior da maxila, foi realizada
a técnica de reaproveitamento imediato da ação expansora fazendo a troca intrabucal de um parafuso expansor convencional por um do tipo borboleta.
Descritores: Técnica de expansão palatina, osteogênese,
ortodontia.
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