Vol. 13 – Número 50 – 2020 Artigo Original Página 84-88 Prognóstico entre eixo de erupção dos caninos permanentes superiores e espaço para erupção dos segundos molares inferiores Gleida Guimarães¹ Carolina Carmo de Meneze¹ Silvia Amélia Scudeler Vedovello¹ Milton Santamaria Jr¹ Viviane Veroni Degan¹ Mário Vedovello Filho¹ Resumo O objetivo deste estudo foi verificar a associação entre a má posição do germe dos segundos molares inferiores com o eixo de erupção dos caninos permanentes superiores na dentadura mista. A amostra foi composta por 506 radiografias panorâmicas digitais, no período intertransitório da fase de dentadura mista, na faixa etária de 7 a 12 anos, de ambos os sexos. Os caninos foram avaliados utilizando-se a divisão da porção anterior do hemiarco em cinco setores sendo o setor 1 a melhor posição para eixo de erupção correto e 5 para a pior. Para a localização do germe dos segundos molares inferiores foi utilizada a distância horizontal entre a face distal dos primeiros molares inferiores e a borda anterior do ramo da mandíbula. Os dados foram analisados por tabelas de distribuição de frequências e regressão logística, com estimação dos Odds Ratio brutos e os respectivos intervalos de confiança. Não houve associação significativa entre o sexo e o eixo de erupção de caninos permanentes superiores (p>0,05). Houve associação entre a má posição de segundos molares inferiores e o eixo de erupção de caninos. Participantes com má posição de segundos molares inferiores apresentaram 3,40 (IC 95%, 2,12-5,47) vezes mais chance de ter o eixo de erupção de caninos permanentes superiores mal posicionados. Conclui-se que houve associação entre a má posição de segundos molares inferiores e o eixo de erupção de caninos. Descritores: Dente canino, dente molar, germe de dente, Ortodontia preventiva, Ortodontia interceptora. ¹ Fundação Hermínio Ometto, Departamento de Ortodontia – Araras – SP – Brasil.
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