Resumo
Alterações no fluxo e na composição da saliva têm sido descritas em indivíduos com paralisia cerebral (PC), e estas podem ser consideradas de risco para o desenvolvimento de doenças
bucais. O objetivo deste estudo foi investigar a influência das alterações de osmolaridade e
fluxo salivar na experiência da cárie dentária em indivíduos com PC. A amostra era composta
por 63 crianças com PC (GE) e 50 crianças normoreativas (GC), de ambos os sexos, na faixa
etária de 5 a 16 anos de idade. Para o GE foram coletados dos prontuários médicos à desordem do movimento, o tipo clínico da PC, uso de medicações e nível do Gross Motor Funnction
Classification System (GMFCS). Ambos os grupos foram avaliados quanto à experiência de cárie, sendo registrado o número total de dentes cariados, perdidos e obturados para a dentição
decídua e permanente (ceo-d e CPO-D). A saliva de repouso foi coletada para a determinação
do fluxo e da osmolaridade salivar com o emprego do Salivette® (Sarstedt, Nümbrecht, Alemanha). Os grupos GE e GC diferiram significantemente para as variáveis CPOD (p<0,001), osmolaridade (p<0,001) e fluxo salivar (p<0,001), apresentando o GE maiores valores de CPOD
e osmolaridade e menores de fluxo salivar quando comparado a GC. A severidade do dano
neurológico representado pelo padrão clínico tetraparesia, a falta de controle cervical e o uso
de anticonvulsivante são fatores que influenciam negativamente nos parâmetros salivares e
experiência de cárie e indivíduos com PC.
Descritores: Paralisia cerebral, concentração osmolar, saliva, cárie dentária.
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Entrevista - Prof. Dr. Guilherme Janson 





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