Pelo décimo segundo ano nesta coluna, vamos repetir esta pergunta e responder baseado na programação científica do congresso da Associação Americana de Ortodontia (AAO), que aconteceu em maio em New Orleans. Vamos empregar a mesma abordagem que utilizamos para os congressos que aconteceram anteriormente.
Este ano o congresso foi dividido em 7 áreas: Inovação e Tecnologia; Técnicas Clínicas; Avanços Científicos; Sucesso Comercial; Inspiração e Bem-estar; Feira Comercial; Engajamento e conexão com os Pares.
Como sempre a feira comercial foi uma grande atração à parte. Participaram mais de 360 expositores promovendo tratamentos ortodônticos com produtos e serviços inovadores de centenas de empresas líderes do mercado. E, mais da metade das empresas estavam ligadas aos alinhadores ou produzindo equipamentos para a produção destes aparelhos. Diferentes alinhadores atualmente estão presentes no mercado, podendo variar quanto ao uso, seja para o dia todo ou só para dormir; quanto a forma de impressão da placa, que pode ser direta ou indireta; e tipo de material, que pode possuir variação da forma com a temperatura ou não.
Entretanto, uma pergunta que existe nos bastidores é: quem vai conseguir disputar o mercado de alinhadores com a Align, que é responsável atualmente por cerca de 75% dos casos. Com certeza, esta caminhada não será fácil. Entretanto, cabe ressaltar, que para o ortodontista clínico esta competição é salutar, pois aumenta a qualidade dos produtos e diminui o preço dos aparelhos.
É importante salientar também que apesar de todo o desenvolvimento tecnológico em prol dos alinhadores, que são o foco do momento, os aparelhos fixos continuam sendo muito utilizados no mundo todo. Entretanto, não vimos grandes novidades nesta área.
O tratamento Sagital First com a utilização de um distalizador para corrigir a relação molar de Classe II ou Classe III continua em alta. Várias empresas estão fabricando este tipo de dispositivo.
Um aspecto que tem despertado a atenção de todos é a tendência da diminuição do número de participantes no congresso. Principalmente daqueles que se formaram a menos de 10 anos. Parece que esta nova geração não sente a necessidade de pertencer a uma associação nem tem a necessidade de ter o contato presencial com seus pares. Esse comportamento tem chamado a atenção no mundo todo e parece uma tendência que tem aumentado com o passar dos anos.
O evento contou com mais de 200 palestras dos principais clínicos, pesquisadores e especialistas em gerenciamento de consultórios. E, a programação oficial ficou como no ano passado, com apenas 3 dias. De sábado a segunda, e a sexta-feira ficou com pré-cursos promovidos pelas empresas.
Após avaliar os três dias de programação, dividi as apresentações em 48 assuntos diferentes. Os que mais foram abordados e o número de apresentações foram: Alinhadores Removíveis com 21; Administração do Consultório com 20; Vias Aéreas com 12; Marketing com 11; Ancoragem Esquelética com 10; e Cirurgia Ortognática com 9 apresentações.
Alguns temas novos que surgiram foram: Ortodontia Veterinária, Bem-Estar, Modalidades de Consultório e Recrutamento de Funcionários.
Doze palestrantes brasileiros participaram da grade principal do evento este ano. Nossos representantes foram: Flavia Artese, Eustáquio Araujo, Marcio Almeida, Daniela Garib, Juan Martin Palomo, Lucia Cevidanes, Helder Jacob, Luciane Menezes, Ricardo Cruz, Renato Martins, Jorge Faber e Jonas Bianchi.
A AAO já está trabalhando para planejar a Sessão Anual de 2025 na Filadélfia.
E quais são as conclusões após essa avaliação do evento?
O Ortodontista americano está, como sempre, focado no sucesso do seu consultório, no seu bem-estar, e preocupado com o ambiente de trabalho. Do ponto de vista clínico, as empresas estão direcionando suas forças para o desenvolvimento dos alinhadores, incluindo aqui a impressão 3D, programas para o sequenciamento dos tratamentos, materiais para a confecção das placas, e monitoramento à distância do tratamento. Estamos atravessando uma mudança de paradigma na profissão, e quem não se adaptar aos novos tempos vai ficar no passado.
Alexandre Moro
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