Procedimentos cirúrgicos realizados em âmbito ambulatorial sob anestesia local, em especial as exodontias, simbolizam para a maioria dos pacientes situações predisponentes a desencadear ansiedade. O objetivo deste estudo foi avaliar a existência de diferença no grau de ansiedade em 122 pacientes voluntários
submetidos a distintas modalidades de procedimentos cirúrgicos em nível ambulatorial na Faculdade de
Odontologia do CESCAGE – Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais. Os pacientes foram divididos
em dois grupos, conforme a modalidade cirúrgica empregada: Grupo 1 – composto por 60 pacientes
que necessitavam de exodontias de terceiros molares inclusos e Grupo 2 – composto por 62 pacientes
submetidos a exodontias simples. A ansiedade foi determinada pela Dental Anxiety Scale (DAS) de Corah,
aplicada antes da realização dos procedimentos cirúrgicos. Os dados foram submetidos ao teste de Mann
Whitney, adotando-se o nível de significância de 5%. Os resultados apontam que não houve associação
entre nível de ansiedade e gênero (p = 0,397), porém ao avaliar a modalidade de cirurgia empregada
encontrou-se que os pacientes submetidos às exodontias convencionais denotaram maior grau de ansiedade do que os pacientes submetidos a cirurgias de terceiros molares inclusos (p = 0,049). Procedimentos
cirúrgicos são ansiogênicos para 95,1% da população analisada, o que ressalta a importância de estudos
que acometam as questões emocionais dos pacientes odontológicos e do uso de medidas que proporcionam o conforto do paciente, sejam elas técnicas de modificação de comportamento, de sugestão positiva
e de confiança, ou até o uso de medicamentos ansiolíticos em casos mais extremos.
Descritores: Ansiedade ao tratamento odontológico, procedimentos cirúrgicos, Odontologia.
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