Resumo
Indivíduos adultos com má oclusão de mordida cruzada posterior apresentam prognóstico ruim para Expansão Rápida da Maxila (ERM), quando não associada aos dispositivos de
ancoragem esquelética temporários ou cirurgia. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos
do tratamento ortodôntico corretivo em indivíduo Padrão I com má oclusão de Classe III, subdivisão esquerda associada à mordida cruzada posterior unilateral esquerda e à biprotrusão
dentoalveolar em paciente adulto jovem. A correção da mordida cruzada posterior ocorreu
pela abertura da sutura palatina mediana, sendo utilizado o disjuntor Haas, o qual ocasionou
ulcerações na mucosa palatina e foi substituído pelo disjuntor Hyrax. Imediatamente após a
remoção do expansor, instalou-se aparelho ortodôntico pré-ajustado para o alinhamento e
nivelamento. Obteve-se a correção da biprotrusão dentoalveolar por meio da extração dos
quatro primeiros pré-molares, utilizando-se mecânica ortodôntica para retração dos dentes
anteriores e fechamento dos espaços. Foram avaliados os resultados cefalométricos, oclusão
e face. O resultado do tratamento propiciou uma relação de Classe I normal tratada com sobressaliência horizontal e vertical corretas, assim como melhora do perfil facial do paciente.
Conclui-se que a ERM, sem dispositivos de ancoragem esquelética ou cirurgia, foi efetiva na
correção da mordida cruzada posterior no adulto jovem, assim como o aparelho ortodôntico
pré-ajustado associado à extração dos quatro primeiros pré-molares para o tratamento da
biprotrusão. O correto diagnóstico, plano de tratamento, mecânica ortodôntica e contenção
favoreceram a obtenção de uma relação de Classe I, oclusão normal tratada ao final do tratamento, assim como a estabilidade do tratamento dois anos após o término.
Descritores: Má Oclusão, necrose, extração dentária, má oclusão de Angle Classe III,
Ortodontia.
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