Vol. 11 – Número 44 – 2020
COLUNA JAQUES
Página 27-33
Lateralização do nervo alveolar inferior. Resultados com 20 anos de acompanhamento
Jaques Luiz¹
Julia Helena Luiz²
Flávia Sukekava³
RESUMO
Para a reabilitação oral através da instalação de implantes osseointegrados na posição adequada, é imprescindível a presença de osso em altura e espessura. Neste sentido, a reabilitação de mandíbula posterior muitas vezes é um desafio, mesmo com diversas técnicas de aumento de rebordo, como a lateralização/transposição do nervo alveolar inferior (NAI). Os objetivos deste relato de caso foram mostrar a longevidade e previsibilidade da técnica de lateralização/transposição do NAI e sua evolução. Dois casos são relatados, ambos em mulheres, adultas, que necessitavam de reabilitação de mandíbula posterior com pouco remanescente ósseo vertical. A primeira recebeu a lateralização do NAI em 2000 e a segunda em 2014. Ambas retornaram para controle e manutenção sem queixa de parestesia ou problemas com as próteses ou implantes. Nos exames clínicos e radiográficos, foram observados sinais de normalidade. Nos últimos 20 anos, tanto a reabilitação dentária com implantes osseointegrados, bem como as técnicas de regeneração óssea têm evoluído. Com isso, os pacientes têm recebido cada vez mais procedimento com menor morbidade e maior longevidade. A lateralização/transposição do NAI mostrou ser uma técnica de alta
previsibilidade e longevidade; a literatura e os sistemas de implantes sugerem que não haja subinstrumentação, nem perfuração da cortical inferior da mandíbula para evitar fraturas, bem como evitar implantes expansivos.
Descritores: Implantes dentários, lateralização/transposição do nervo alveolar inferior,laserterapia, PRF.
¹ Esp.,Me. e Dr. em Implantodontia – ILAPEO.
² Clínica Geral, Pós-graduanda em Periodontia – IOA.
³ Esp., Me., Dr.ª e Pós Doutora – FOUSP.
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