Este trabalho teve como objetivo isolar e identificar leveduras do gênero Candida isoladas
de amostras bucais de crianças na faixa etária de 2 a 8 anos com paralisia cerebral, atendidas
na associação de pais e amigos dos excepcionais (APAE) em um município do interior da Bahia
e atendidas em unidade de saúde da família do mesmo município. Amostras de saliva de 20
crianças (2-8 anos) foram coletadas com auxílio de swab e encaminhadas para processamento
no laboratório de Microbiologia onde foram semeadas em Agar Sabouraud Dextrose com
cloranfenicol em duplicata e, em seguida, foram incubadas a 35°C±2/ 24h e mais 5 dias à
temperatura ambiente para verificação de crescimento de unidades formadoras de colônia
por mililitro (UFC.mL-1). Os dados obtidos em UFC.mL-1 foram transformados em logaritmo
(Log) e submetidos tanto à análise descritiva quanto ao teste estatístico ANOVA (5%) para
observação de diferenças de relevância estatística. Todos os isolados de amostra bucal de
crianças do grupo com paralisia cerebral apresentaram positividade para espécies de leveduras
do gênero Candida. No grupo de crianças com paralisia cerebral houve um maior isolamento
de leveduras de gênero Candida (médialog = 1,8 UFC.mL-1) nas amostras bucais em relação
ao grupo de crianças controle (médialog = 0,6 UFC.mL-1). Crianças portadoras de paralisia
cerebral apresentam um índice aumentado de espécies de Candida na cavidade bucal que,
juntamente com outras condições odontológicas peculiares, predispõem ao aparecimento de
candidíases e requerem preparo da equipe de saúde bucal para obtenção de melhores resultados
no tratamento direcionado a essa população.
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Informações Gerais
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