Este trabalho visa fazer uma revisão da etiologia, prevalência, embriologia e protocolo mais difundidos do tratamento das fissuras labiopalatais. As fissuras labiopalatais ocorrem pela falta de coalescência entre os processos faciais embrionários (mandibulares, maxilares e nasais) e palatinos (palato primário e secundário). Todos os grupos raciais e étnicos, independentemente de gênero e áreas geográficas podem ser afetados por essa anomalia, sendo a sua etiologia multifatorial. No Brasil é observada 1:650 casos por nascimentos. A classificação proposta por SPINA et al. (1) e modificada por SILVA FILHO et al. (2), tendo como ponto de referência o forame incisivo, veio facilitar a compreensão e a comunicação universal entre profissionais que compõem a equipe de atendimento do paciente com fissura labiopalatina. O tratamento dessas anomalias exige uma equipe multidisciplinar. E apesar de haver inúmeros protocolos para a reabilitação desses pacientes os centros de tratamento devem ter uma filosofia interdisciplinar consciente e coerente, onde se deve tratar o paciente e não a fissura.
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