A proposição desta investigação foi avaliar cefalometricamente as mudanças dentoesqueléticas produzidas pelo aparelho ortopédico funcional, denominado ativador de Rossi, em uma
amostra de 25 crianças com Classe II divisão primeira. O grupo foi composto de 25 pré-adolescentes com má oclusão de Classe II divisão 1 por deficiência de crescimento mandibular, sendo
17 meninas e 8 meninos (n1=25), enquanto o grupo controle tinha 15 meninas e 10 meninos
(n2=25). A média de idade dos grupos foi de 9,1 anos e o tempo de tratamento variou entre 6
e 15 meses. Seguindo os critérios de inclusão, foram selecionados os pacientes que estavam nos
estágios CVMS I e II, Classe II de Angle, sobressaliência maior que 5 mm e mandíbula curta. RX
laterais foram obtidos no início e término do tratamento. A análise estatística calculou as médias
e desvios padrão das variáveis cefalométricas e o teste “t” de Student foi usado para verificar as
diferenças nas variações das médias entre os grupos. O intervalo de confiança foi determinado
em 0.05 (*), 0.01 (**) e 0.001 (***). Os resultados indicam que o crescimento mandibular foi,
em média, 4,2 mm maior que no grupo controle, em um período de 14 meses de tratamento. A
correção da sobressaliência no grupo tratado deveu-se aos efeitos dentoalveolares e a mudança
na posição e na magnitude do crescimento da mandíbula e do terço médio da face. O aparelho
em questão pode ser considerado como uma alternativa para o tratamento precoce da má oclusão de Classe II divisão 1 por deficiência mandibular porque ocorreram significativas diferenças
na maioria das variáveis estudadas entre ambos os grupos.
Descritores: Ortodontia interceptora, má oclusão, aparelhos ortodônticos funcionais.
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