Vol. 12 – Número 45 – 2020
CADERNO DE IMPLANTODONTIA
Revisão sistemática
Página 67-71
Estabilidade primária do implante dental
Elidio Rodrigues Neto1
Pedro Henrique Ribeiro Arantes2
Marcelo Guerino Pereira Couto3
Nasser Hussein Fares4
Mario Pereira Couto Neto5
Resumo
A estabilidade primária deriva principalmente do envolvimento mecânico com o osso cortical e da ausência de mobilidade no leito ósseo na inserção do implante e depende da quantidade e qualidade do osso, da técnica cirúrgica e do desenho do implante. Os títulos foram captados no banco de dados PubMed, Scielo e revistas brasileiras relevantes para identificação da estabilidade primária, após a inserção do implante na região indicada no protocolo. Implantes cônicos apresentaram estabilidade primária maior em comparação com implantes cilíndricos, quando colocados em condições de densidade óssea. A geometria do implante é um importante fator no grau de estabilidade primária. Baseado nisso, roscas grandes são desejáveis em casos de baixa qualidade óssea. Os valores de torque de inserção são muito importantes para a determinação clínica dos níveis de estabilidade primária e da ausência de micromovimentos sempre que uma carga imediata é aplicada. O implante é utilizado como se fosse a última fresa, quando corretamente inserido, penetra com pressão na loja óssea se seu diâmetro for maior ao da perfuração da fresa. O design do implante desempenha um papel influente na obtenção de sua estabilidade primária.
Descritores: Implantes dentários, estabilidade primária, caracterização morfológica, torque de inserção.
1 Esp. em Implantodontia – UNITAU, Coordenador de Especialização -Instituto Abrange – Ensino Superior.
2 Esp. em Bucomaxilofacial – UEA Universidade do Amazonas, Coordenador de Especialização – Instituto Abrange – Ensino Superior.
3 Dr. Materiais Dentários – FOBUSP, CD Tribunal de Contas/RJ.
4 Me. em Dentística – FOBUSP, Presidente da ABCD/MT.
5 Mestrando em Odontologia Clínica – UFF, Niterói/RJ.
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