Resumo
Desvios irruptivos de caninos superiores e discrepância negativa de espaço são situações clínicas extremamente
comuns no dia a dia de todos os ortodontistas. Em pacientes em fase de crescimento, caninos com
desvio de irrupção e/ou impacção representam um desafio aos ortodontistas e um risco para o paciente
quanto à higidez das estruturas radiculares e periodontais circunvizinhas, tendo reconhecida indicação de
tratamento interceptor. Diante de discrepâncias severas de espaço em indivíduos jovens, uma série de opções
de tratamento está disponível, mas muitas vezes, a opção pela exodontia traz aos profissionais uma
facilitação mecânica e ganhos estéticos, biológicos e de estabilidade pós-tratamento. Além disto, com a disponibilização
de espaço após a extração dentária, o esforço terapêutico é reduzido, aumentando a eficiência
do tratamento. Entretanto, diante de outros problemas associados, como limitações faciais, o ortodontista
deve estudar criteriosamente todos os aspectos que envolvem o caso em questão e buscar uma solução que
traga eficácia ao tratamento. Este artigo apresenta um caso clínico que ilustra a abordagem interceptora
e corretiva de um desvio irruptivo de canino superior permanente, associado à discrepância negativa de
espaço, de uma criança de 9 anos e 8 meses de idade, onde o objetivo foi solucionar os problemas sem
comprometer a face, alcançando assim, a eficácia terapêutica. Uma reflexão acerca da eficácia e eficiência
da interceptação das discrepâncias de espaço também é apresentada.
Descritores: Má oclusão de Angle Classe II, Ortodontia interceptora, dente impactado, eficácia de tratamento,
eficiência.
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