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Corticotomia- otimizando a intrusão de um molar extruído por meio de ancoragem esquelética e cirurgia ultra-sônica.


R$56,00

  Perguntas e Respostas

A extrusão de molares causada pela perda de seu antagonista é um achado clínico comum em adultos. A intrusão
dos mesmos, permitindo a restauração protética do espaço edêntulo, dificilmente ocorre sem algum efeito colateral nos
dentes vizinhos. A ancoragem esquelética tem demonstrado ser a melhor opção para intrusão destes dentes. Este artigo
demonstra como a intrusão de um molar, utilizando-se ancoragem esquelética, pode ser acelerada por meio de corticotomia
alveolar seletiva, utilizando-se um aparelho ultra-sônico capaz de realizar procedimentos minimamente invasivos, os
quais combinam micro-incisões e cirurgia piezoelétrica localizada. O aparelho utilizado para este fim chama-se Mectron
Piezosurgery . O caso clínico reportado diz respeito a um adulto do gênero masculino, 35 anos de idade, portador de
má oclusão de ClasseI, com biprotrusão dentária e ausência dos dentes 14, 17, 25, 36,37 e 46. A ausência dos molares
inferiores ocasionou a sobre-irrupção de ambos os primeiros molares superiores, sendo o molar esquerdo mais afetado.
Foi planejado, desta forma, cirurgia piezoelétrica seguida da intrusão do dente 26. Os procedimentos cirúrgicos foram
realizados com anestesia local. Retalhos foram elevados vestibularmente e palatalmente ao dente extruído, com o intuito
de expor o osso cortical completamente além dos ápices. Cortes verticais foram realizados, com o aparelho ultra-sônico,
1-2mm mesial e distalmente ao molar esquerdo da cervical até1mm além dos ápices radiculares. Dois cortes horizontais
foram feitos abaixo dos ápices e uma pequena porção de osso cortical foi removido, entre os cortes, para facilitar o
movimento vertical do dente. Um procedimento similar foi realizado no palato. Para promover a ancoragem esquelética,
dois minimplantes foram posicionados vestibularmente (imediatamente mesial e distal aos cortes ósseos verticais,
na altura dos ápices das raízes vestibulares) e um terceiro palatinamente (mesial ao corte ósseo vertical mesial). Os
retalhos então foram suturados. Imediatamente após a cirurgia cadeias elásticas foram colocadas entre os minimplantes
vestibulares e o tubo do molar e um fio de amarrilho foi amarrado passivamente ligando o minimplante palatino
e um botão lingual posicionado na face lingual do molar, evitando excessivo torque vestibular do molar durante
os primeiros dois meses da intrusão. Após 30 dias, as cadeias elásticas foram trocadas por molas de nickel-titânio.
Após quatro meses, pode-se notar uma intrusão significativa e no sexto mês, o molar encontrava-se no mesmo nível
dos demais dentes. Pode-se concluir, com este caso clínico, que a intrusão de molares é efetivamente possível, sem
efeitos colaterais e em menor tempo, utilizando-se ancoragem esquelética e corticotomia. A corticotomia realizada
com aparelho ultra-sônico demonstrou ser mais segura e induzir menor trauma durante sua realização, quando
comparada a outros métodos.

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