A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é um distúrbio respiratório do sono caracterizado
por episódios recorrentes de obstrução da via aérea superior durante o sono, pelo colapso da
Faringe. O ronco, sonolência excessiva diurna e a presença de pausas respiratórias durante o sono
são os sinais e sintomas mais comumente relatados. A classificação da gravidade da SAOS depende
do grau de sonolência diurna e do índice de apneia e hipoapneia (IAH). Aparelhos de pressão positiva
(CPAP) e aparelhos intraorais (AIO) tem apresentado resultados satisfatórios no controle da SAOS. O
Cpap é atualmente o tratamento de escolha para os pacientes com SAOS moderada e grave. Os AIO
laboratoriais são os que apresentam os melhores resultados promovendo avanço mandibular afastando
os tecidos da garganta, aumentando a tonicidade da musculatura e estabilizando a mandíbula, são
indicados para tratamento de ronco primário e apneia leve ou moderada, podendo ser utilizados em
pacientes com apneia grave que não se adaptem ao Cpap e não tenham indicação cirúrgica. O caso
descrito neste artigo compara a eficácia do AIO com o Cpap em um paciente com SAOS moderada
(IAH basal de 20,93), utilizando um avanço mandibular de 07mm. Através de uma polissonografia dividida
em duas partes, na primeira metade da noite com o AIO e na segunda com o Cpap, foi possível
comparar os resultados dos dois tipos de terapia para SAHOS, obtendo resultados semelhantes nos
dois casos, com resolução completa do caso (IAH final < 5) tanto no AIO como no Cpap).
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