O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento
fundamentado na literatura relacionada
ao mecanismo do reparo ósseo, na interface
osso-implante. A instalação do implante dental
desencadeia um processo inflamatório como resposta
do tecido ósseo provocado pelo trauma
cirúrgico. O procedimento cirúrgico induz vários
graus de inflamação, danos tissulares resultantes
da ativação de células vasculares e circulatórias
efetuadas por estímulos físicos ou por sinalização
química nas estruturas das células rompidas.
Após a inserção do implante, dependendo da
energia da superfície, o fluído plasmático adere,
imediatamente, em contato íntimo com a superfície,
promovendo adsorção de proteínas e
induzindo a interação indireta das células com o
material. Como resposta, observa-se a produção
de uma segunda onda de mediadores de natureza
lipídica (eicosanóides), peptídica (citocinas,
fatores de crescimento e neuropeptídeos) e a
externalização de proteínas de adesão para leucócitos,
nas células endoteliais na superfície da
membrana voltada para a luz dos vasos. As citocinas
são produzidas durante as fases de ativação
e servem para mediar e regular as respostas inflamatórias.
É um evento rápido e autolimitado.
A magnitude de reação tecidual pode variar conforme
a da técnica de implantação, tamanho do
implante e reações químicas que os componentes
do implante possam apresentar entre partes
de sua estrutura.
Descritores: Implante dental, inflamação e células
mediadoras.
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