Resumo
O objetivo deste estudo piloto foi avaliar a perda óssea
na região dos incisivos inferiores, bem como a inclinação
e a protrusão incisal inferior após o uso do aparelho
de Herbst para o tratamento da Classe II. Foram selecionados
10 pacientes do grupo controle (G1) com idade
média, inicial e final, de 8,9 a 10,4 anos, acompanhados
por um período de 18 meses sem o uso do aparelho.
E para o grupo tratado (G2) foram selecionados 6 pacientes,
com idade média, inicial e final, de 10,8 a 11,4
anos, tratados com aparelho de Herbst com cantilever
por um período de 6 meses. Para cada grupo foram realizados
dois exames de tomografia computadorizada de
feixe cônico (TCFC), T1 inicial e T2 final. Nas TCFC foram
avaliadas, na região dos incisivos inferiores, a espessura
do osso medular, a espessura das corticais vestibular e
lingual, e a protrusão e a inclinação dos incisivos inferiores,
utilizando o software InVivo 5.0. Os dados foram
submetidos à análise estatística (análise de covariância e
test t) com nível de significância de 5%. Como resultado,
observou-se que a cortical vestibular na região entre
os dentes 41 e 42 mostrou um aumento significativo no
grupo controle (0,30 mm). A espessura da cortical lingual
mostrou uma alteração significativa apenas no grupo
controle na região entre os dentes 32 e 31 (0,46 mm).
Para a medição da protrusão do incisivo inferior, houve
uma diminuição dos valores, que foi significativa apenas
para o grupo controle (-0,79 mm). Pode-se concluir que
o aparelho de Herbst com cantilever não provocou perda
óssea nas corticais vestibular e lingual. Durante os 6 meses
iniciais de utilização do aparelho houve uma pequena
vestibularização e protrusão anterior dos incisivos inferiores,
sem implicações clínicas relevantes.
Descritores: Má oclusão, Classe II, perda óssea alveolar,
tomografia.
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