Resumo
Os produtos de Musa paradisiaca (bananeira) são usados como sedativo para odontalgia, cicatrizante de feridas cirúrgicas de exodontia, úlcera gástrica, entre outras indicações
em comunidades que têm por tradição o uso das plantas como Medicina alternativa. Na
Endodontia, almeja-se uma medicação intracanal ideal contra cepas resistentes em infecções
endodônticas refratárias. Por esse motivo, o objetivo desse trabalho foi testar a atividade
antimicrobiana do extrato glicólico de Musa paradisiaca (Mp) sobre Enterococcus faecalis
(Ef). Para realizar o experimento, o extrato glicólico de Musa paradisiaca (EGB) substituiu o
Polietilenoglicol 400 (PEG), que é um veículo que compõe algumas medicações intracanal.
Foi utilizado o teste de difusão em ágar, pelo método do poço, para a avaliação da atividade
antimicrobiana contra a cepa de Ef, normalmente relacionada a infecções refratárias endodônticas. Experimento “A”: G1, PEG (controle negativo); G2, PEG e Ca(OH)2
; G3, EGB; G4,
EGB e Ca(OH)2
e G5, gel de clorexidina 2% (CHX – controle positivo). Experimento “B”: G1,
PEG (controle negativo); G2, PEG e ZnO; G3, PEG, Ca(OH)2
e ZnO; G4, EGB e ZnO; G5, EGB,
Ca(OH)2
e ZnO e G6, CHX (controle positivo). Apenas a pasta de EGB e ZnO obteve atividade
antimicrobiana estatisticamente significante, podendo ser uma propriedade importante para
a composição de medicação intracanal. Todo novo biomaterial baseado na etnobotânica
deve ser testado criteriosamente para viabilizar sua aplicabilidade clínica, o que justificou a
pertinência deste estudo preliminar. No entanto, testes físico-químicos e de biocompatibilidade são imprescindíveis para futuro emprego de fitoterápicos na Endodontia.
Descritores: Preparações farmacêuticas odontológicas, produtos com ação antimicrobiana, musa, enterococcus faecalis.
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Informações Gerais
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