Resumo
Alguns critérios são utilizados para qualificar restaurações com cimento de ionômero de
vidro (CIV), como a rugosidade superficial. O aumento desta resulta na retenção de substratos,
pigmentos e micro-organismos, aumentando o risco de recidivas de cárie e redução da longevidade da restauração. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, a rugosidade
superficial de diferentes CIVs, analisando a influência do polimento e da proteção superficial.
Três CIVs foram analisados: dois convencionais (Vitro Fil R – DFL; Ketac Molar Easymix – 3M) e
um modificado por resina (Vitro Fil LC – DFL). Foram confeccionados 60 corpos de prova, divididos em seis grupos (n=10), 3 controles (G1, G3 e G5) que não receberam qualquer tratamento
de superfície, e 3 experimentais (G2, G4 e G6), cujos espécimes foram desgastados com ponta
diamantada e polidos com discos abrasivos, com posterior aplicação de protetor superficial.
Para análise da rugosidade superficial, utilizou-se o rugosímetro Surftest 301. Os valores obtidos
foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey, nível de significância de 5%.
O CIV modificado por resina apresentou menor valor de rugosidade superficial, embora todos os
CIVs testados tenham apresentado aumento significativo da rugosidade após o tratamento de
superfície. Em relação à proteção superficial, o grupo tratado com glaze apresentou rugosidade
inferior aos grupos tratados com vaselina sólida e esmalte cosmético. O CIV modificado por resina apresentou rugosidade superficial inferior aos CIVs convencionais, e dentre os métodos de
proteção, o glaze determinou o menor valor de rugosidade superficial média.
Descritores: Cimentos de ionômeros de vidro, propriedades de superfície, restauração
dentária permanente.
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