Implantes estreitos de titânio surgiram na Implantodontia com a indicação clássica de serem utilizados para
substituição de incisivos laterais superiores, incisivos inferiores, espaços edêntulos pequenos e com baixa
incidência de carga mastigatória. Porém, na literatura encontra-se relatos de falhas mecânicas e biológica
desses implantes, quando utilizados em situações de maior incidência de carga mastigatória, como em caninos e molares. Para permitir uma ampliação das indicações dos implantes de diâmetro reduzido, uma nova
liga foi desenvolvida com objetivo de compensar as deficiências relatada. Os novos implantes estreitos são
confeccionados a partir de uma liga de titânio e zircônia (TiZr), com 13-17% de zircônia em sua composição e
possuem 3,3 mm de diâmetro. A nova liga apresenta maior resistência do que os implantes de titânio grau IV
e melhor biocompatibilidade que as ligas de Ti-6Al-4V. Assim, vem sendo uma alternativa viável para ampliar
as indicações clássicas dos implantes estreitos convencionais. No caso apresentado, o implante estreito de
TiZr foi utilizado em região de segundo molar inferior como pilar de uma prótese fixa de 4 elementos, a fim
de permitir a reabilitação de uma paciente que possuía perda óssea vertical severa, necessitando o implante
tangenciar do nervo alveolar inferior. O controle foi feito durante 15 meses sem apresentar qualquer complicação, sendo assim, concluiu-se que os implantes estreitos de TiZr podem ser utilizados em espaços edêntulos
reduzidos e táboa óssea fina, independente do dente a ser substituído.
Descritores: Implante dentário, prótese dentária fixada por implante.
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