Resumo
O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de sobrevivência de implantes instalados em
áreas previamente submetidas à cirurgia de levantamento de seio maxilar (LSM) em pacientes
com fissura labiopalatina do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade
de São Paulo (HRAC-USP). Uma busca eletrônica retrospectiva foi realizada em 60.000
prontuários de pacientes do HRAC de 1998 a 2007. Essa busca resultou em 58 pacientes (15
masculinos e 43 femininos, média de idade de 36 anos) que foram submetidos a procedimentos
cirúrgicos de enxerto ósseo no seio maxilar e tiveram implantes osseointegráveis instalados
nesta área, compreendendo 83 procedimentos de LSM e 161 implantes instalados (38 do sexo
masculino e 123 do feminino). As informações clínicas destes pacientes foram registradas em
prontuários com exames radiográficos. Foi tomada análise descritiva e as porcentagens de
sobrevivência e falha foram obtidas. Visava-se reduzir as falhas nas reabilitações de pacientes
edêntulos totais ou parciais e ganhar experiência nesta área. Como resultados, foi constatado
que técnicas de implantes imediatos mostraram taxa de sobrevivência de 94,94%, enquanto
a técnica cirúrgica de implantes em segunda instância apresentou taxa de sobrevivência de
93,9%. Baseados nos resultados obtidos e considerando os limites da metodologia deste estudo,
concluiu-se que o LSM é uma opção de tratamento excelente, desde que sua indicação
seja corretamente seguida.
Descritores: Implantação dentária, transplante ósseo, seio maxilar.
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