Vol. 11 – Número 44 – 2020
DICAS HUGO NAGEM
Página 4
Síndrome de Down: O Cromossomo do Amor
Percebi que uma grande parte de pessoas, desavisadas, que ouvem e falam sobre Síndrome de Down a partir da percepção delas, daquilo que elas viram ou ouviram falar, sem ter convivido com alguém que realmente tem a Síndrome de Down, tem uma lista de adjetivos e substantivos um tanto quanto negativos ou ao menos pessimistas. Já fui uma delas.
Vamos a lista que se segue: Dizem que eles são limitados, doentes, têm vida breve, aparência diferente, dão trabalho e por aí vai, uma sequência sem fim de julgamentos um tanto quanto preconceituosos, os quais apenas dizem sobre a sociedade limitada, doentia, de pensamento raso e que esconde sua porção “feia” por de trás de uma selfie para o Instagram.
Eu não tenho experiência em falar sobre o assunto, experiência de vida, ali no dia a dia de quem vive e convive com alguém tão especial e extraordinário que é o portador do Cromossomo do Amor. Porém, eu conheço um casal muito especial que são pais de um super menino chamado Francisco e ele é o Super Chico.
Do que vi e vejo sobre o dia a dia do Chico, certamente o prefixo Super faz parte de sua identidade verdadeiramente. Porque, como todo super-herói, Super Chico está sempre de bom humor, disposto a ajudar, distribuindo sabedoria, alegria e o principal poder dele: O Amor. Sim, o Super Chico é dotado de um poder de Amar incalculável e renovável a cada dia. É como se seu coração tivesse uma prateleira com um produto, que quanto mais ele distribui e dá aos outros gratuitamente, mais esse Amor se renova nessas
prateleiras em seu coração. É incrível de ver, ouvir e sentir o quanto eles são capazes de amar.
Então, quando você pensar que eles têm limitações para aprender, falar, andar e outras mais, lembre-se de que eles são ilimitados na capacidade de amar e passar adiante este amor. E, somente com o Amor, qualquer um pode curar muitas doenças, trazer muitas vidas de volta, tirar muitas pessoas da depressão, fazer pessoas saírem da escuridão e sofrimento para a luz e alegria de viver. A pergunta é: nós temos essa capacidade de amar e passar adiante qualquer um que precise isso de nós? Eles têm.
Quem são os limitados aqui, nós ou eles?
Caso também venha o pensamento de que eles têm uma doença, quero trazer a luz de nossa consciência que a falta de amor pelo próximo é uma das piores doenças da humanidade. Doença que nos consome no dia a dia, nos deixa presos em raízes de mesquinhez, julgamentos, preconceitos e nos guia para uma vida vazia, pois aquele que fecha a sua torneira do amor, também fecha as portas para recebê-lo, e por fim só lhe resta dor e sofrimento.
Quem são os doentes aqui, nós ou eles?
Eles são um presente especial para pessoas especiais. Eles vêm para trazer luz para um lar e quem sabe toda uma família, um bairro, uma cidade, uma nação. São eles que trazem clareza aos pais, familiares e todos nós, da importância do amor incondicional, não importa a idade que têm. Eles têm uma força interior capaz de mover obstáculos que nós nem imaginamos.
Por fim, se você se preocupa com a “vida breve” que eles têm, o que posso lhe dizer é: comece a viver um dia de cada vez em sua vida. O que seria vida breve? Um curto espaço de tempo entre o primeiro inspirar de alguém e o último expirar — ou seria uma vida que não foi vivida com amor no dobro desse espaço de tempo?
Eles nos trazem esperança de uma vida plena, a força de uma vida próspera, a alegria de uma vida com propósito e a certeza de que o Amor é a fonte de todo o bem que transforma e move a cada um de nós.
Sugiro a você que chegou até aqui que separe um pequeno tempo de sua semana e procure no Youtube vídeos com pessoas especiais e extraordinárias que são portadores do Cromossomo do amor, e te garanto que você irá se surpreender o quanto eles podem fazer com aquilo que chamamos de limitações e quanto podemos aprender com eles.
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