Este estudo piloto teve como objetivo verificar a relação entre cárie dentária, espaço primata e
tipo de arco em crianças com dentição decídua. A amostra foi composta por 21 pacientes, de ambos
os sexos, na faixa etária de três a cinco anos que compareceram por livre demanda no ano de 2009 à
Clinica de Odontopediatria do Curso de Odontologia da Universidade Federal de Pernambuco. Para
registro do tipo de arco foi adotado a classificação de Baume (tipo I com diastemas e tipo II sem diastemas)
e para a cárie o índice ceo-d. Os dados foram coletados nas fichas clínicas dos pacientes e nos
modelos de gesso das arcadas. Foi utilizado o Epi Info 6.04 para análise de dados. Pode-se concluir que
o arco tipo II foi o mais frequente (71,4%) na amostra estudada, onde 100% dos pacientes apresentaram
experiência de cárie. Não houve associação estatística entre o índice de cárie e o tipo de arco de
acordo com Baume. Porém, ao relacionar o tipo de arco com a localização da lesão de cárie, houve
um aumento de lesão interproximal nos pacientes com arco tipo II. A ausência de espaços primatas
estava relacionado ao aumento do índice ceo-d e de lesão de cárie interproximal.
Descritores: Dentição primária, arco dental, cárie dentária
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