Resumo
Alterações na oclusão dentária parecem estar relacionadas à disfunção temporomandibular e modificações na postura corporal humana. Este trabalho estudou a relação entre
oclusão dentária, articulação temporomandibular e alteração postural. O estudo foi realizado
em pacientes em atendimento clínico na Universidade Veiga de Almeida (UVA) após a aprovação no comitê de ética em pesquisa da instituição (No. 914.647) e a assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido. Cinquenta e cinco pacientes foram incluídos no estudo,
sendo 28 mulheres e 27 homens, com idades variando entre 18 a 71 anos, com média de
29,09 (±13,02) anos. Inicialmente, utilizou-se o índice anamnésico de Fonseca para estudo
da disfunção temporomandibular (DTM) e a classificação de Angle para a análise da oclusão.
A postura corporal foi estudada pelo método adaptado de Kendall. Os resultados mostraram
que, independente da postura corporal, as mulheres apresentaram-se significativamente mais
tensas ou nervosas e com hábito de ranger ou apertar os dentes com maior frequência do que
os homens, e os pacientes com menos de 23 anos de idade apresentaram estatisticamente
maior prevalência DTM. Ao considerar a alteração corporal, verificou-se que os indivíduos
com esta condição apresentaram significativamente maior queixa de desarticulação dos dentes e maior frequência de Classe II de Angle, 2ª divisão. Os resultados sugerem uma relação
entre má oclusão e alteração postural, independente de gênero ou idade.
Descritores: Postura, oclusão dentária, articulação temporomandibular, síndrome da disfunção da articulação temporomandibular.
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