A presença do biofilme e sinais de gengiva inflamada
são frequentemente observados nas consultas
de manutenção, devido à dificuldade de
higienização causada pelos acessórios ortodônticos.
O objetivo desse estudo foi avaliar o índice
de sangramento gengival (ISG) dos pacientes
portadores de aparelhos ortodônticos fixos em
ambas arcadas, na Clínica de Especialização em
Ortodontia da Universidade de Itaúna. Após
cálculo amostral, foram examinados aleatoriamente
135 pacientes de ambos os sexos. Para o
cálculo do ISG, foi utilizado o método proposto
por Ainamo e Bay (1975) avaliando a presença
de sangramento marginal através de sondagem
com sonda da OMS. Variáveis como gênero,
idade, tempo de tratamento ortodôntico, frequência
de escovação diária e comportamento
com o cuidado bucal após instalação do aparelho
fixo também foram avaliados. Para análises
descritivas foram calculadas média, mediana,
mínimo, máximo e desvio padrão; e para análises
de cruzamento os testes Pearson, Qui-Quadrado,
Teste Exato de Fisher, Mann-Whitney U,
T-Student, Anova, Kruskal Wallis. Os resultados
mostraram que 80 (59,3%) eram do sexo feminino
e 55 (50,7) do sexo masculino, com faixas
etárias entre 10 anos a 51 anos, média de 20,1
anos de idade. Houve 100% de prevalência de
gengivite, com média de ISG de 39,4%, variações
entre 7,4% a 100% de pontos sangrantes.
Notou-se que 25% da amostra apresentou
ISG menor que 23,1%, 25% ISG entre 23,1% e
35,8%, e na amostra total 75% apresentaram
ISG até 50%, pelo menos 25% com ISG menor
que 50%. Observou-se que a variação do
ISG não esteve associada às variáveis frequência
de escovação diária, tempo de tratamento e o
aumento do número de escovação após a instalação
do aparelho. Assim, sugere-se a implementação
de programas educativos para esses
pacientes, como também incluir na rotina dos
profissionais a observação e controle dessas alterações.
Descritores: Aparelho ortodôntico fixo, biofilme,
sangramento gengival.
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