Resumo
Este trabalho avaliou a influência do tratamento de superfície na dentina radicular na
resistência de união com pinos de fibra de vidro e cimento resinoso autoadesivo. Coletou-se
120 dentes incisivos inferiores bovinos dos quais 30 foram selecionados e tiveram suas coroas
cortadas, permanecendo o remanescente radicular de 16 mm. Foi realizado o tratamento
endodôntico e preparo intracanal para o pino, com profundidade de 8 mm para cimentação
com cimento resinoso autoadesivo. As amostras foram divididas, randomicamente, em três
grupos, segundo o tipo de tratamento de superfície, para limpeza intracanal após o preparo
para cimentação: Grupo I – água destilada; Grupo II – EDTA 17% e Grupo III – clorexidina
0,12%. Os corpos de prova formados pelo conjunto dente-pino foram cortados no terço cervical, médio e apical, obtendo espécimes com 2,0 mm de espessura. Os espécimes foram levados à máquina de ensaios universal com velocidade de 0,5 mm/min para teste de resistência
ao cisalhamento ‘push-out’. A análise dos resultados foi feita com o teste ANOVA e Teste de
Tukey (p<0,05). Os efeitos da água destilada, clorexidina 0,12% e EDTA 17% foram diferentes no tratamento superficial da dentina radicular, havendo diferença na resistência de união
entre pinos de fibra de vidro e cimento resinoso autoadesivo nos terços cervical (p<0,013)
e médio (p<0,026), sendo que o grupo da clorexidina 0,12% teve os melhores resultados.
Isto permite sugerir novo protocolo de cimentação, com ação desinfetante (clorexidina), sem
comprometer a resistência de união.
Descritores: Materiais restauradores do canal radicular, cimentos de resina, dente.
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