O objetivo deste trabalho é relatar o caso clínico de gêmeos bivitelinos que apresentaram
alterações semelhantes nas estruturas do sistema estomatognático. Os pacientes, com 3 anos e 6
meses de idade, foram atendidos na Clínica de Odontopediatria da UFSC, devido a traumatismos
nos dentes 51 e 61 no menino e primeira consulta odontológica da menina. A mãe relatou que
as crianças nunca haviam ido ao dentista antes e que os dois tinham o hábito de sucção de chupeta.
Os irmãos apresentavam mordida aberta anterior e alterações generalizadas nas estruturas
dentárias, diagnosticadas como hipoplasia de esmalte. Já na primeira consulta, foram repassadas
orientações quanto às consequências do hábito no desenvolvimento craniofacial, bem como
quanto à importância da sua interrupção. Em quinze dias foi realizada a exodontia dos elementos
51 e 61 do menino, e nessa consulta, a mãe relatou que ambos já haviam abandonado o hábito.
Dois meses após a consulta inicial, foi possível observar redução significante da mordida aberta
anterior, nas duas crianças. Os pacientes foram incluídos em um esquema de proservação, com
consultas periódicas para acompanhar o fechamento da mordida e a troca dentária para a dentadura
permanente, a qual também pode vir a apresentar comprometimento por alterações no esmalte.
Conclui-se tratar de um caso de combinação de alterações morfológicas por influência do
meio (uso de chupeta) e de alterações estruturais por influência genética (hipoplasia de esmalte).
Descritores: Gêmeos; mordida aberta; hipoplasia; hábito; sucção.
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