Vol. 17 – Número 68 – 2024
Página 64-72
Carolina Ávila Varginha de Moraes e Silva1
Luciana Quintanilha Pires Fernandes2
Thais Pimentel de Sá Bahia1
Jean Nunes dos Santos3
Paulo José D’Albuquerque Medeiros1
Marcelo Daniel Brito Faria1
Resumo
A expansão rápida da maxila cirurgicamente assistida (ERMCA) tornou-se amplamente utilizada e muito aceitável no tratamento da deficiência maxilar tranversal de pacientes adolescentes e adultos. Diversas técnicas cirúrgicas foram propostas ao longo dos anos com o objetivo de solucionar este problema de forma eficiente, com estabilidade dos resultados e baixa morbidade. Controvérsias em relação ao procedimento cirúrgico persistem, principalmente relacionadas a quais osteotomias devem ser realizadas para se obter bons resultados. O objetivo deste trabalho foi avaliar os resultados da ERMCA realizando apenas osteotomia nas paredes laterais da maxila e na sutura palatina mediana, sem realizar a disjunção pterigomaxilar. Foram selecionados dezessete pacientes adultos portadores de deficiência transversa maxilar, com média de idade de 24 anos e 8 meses; todos foram submetidos a exames de tomografia computadorizada convencional e moldagens maxilares previamente ao procedimento cirúrgico (T1)
e após três meses, no mínimo, da estabilização do aparelho expansor (T2). As medidas do pré e pós-cirúrgico foram confrontadas e os resultados foram comparados e analisados estatisticamente. Foi obtida a expansão desejada clinicamente em todos os pacientes. No entanto, a quantidade de expansão na região de molares foi estatisticamente maior nas áreas referentes aos dentes, enquanto que os resultados obtidos referentes aos caninos se mostraram similares nas três regiões maxilares avaliadas. Quando comparadas às regiões de caninos e molares entre si, a expansão intercaninos foi maior na altura dos forames palatinos e o inverso ocorreu nas regiões de processo alveolar e dentária, nas quais a expansão intermolar foi maior.
Descritores: Cirurgia Ortognática. Técnica de expansão palatina. Tomografia Computadorizada
de Feixe Cônico.
1 Mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Faculdade de Odontologia da UERJ.
2 Pós-doutoranda em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia da UERJ.
3 Professora Adjunta da Disciplina de Cirurgia Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da UERJ.
4 Cirurgião Bucomaxilofacial – Clínica privada.
5 Professor do Departamento de Patologia Oral e Maxilofacial da Faculdade de Odontologia da UFBA.
6 Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Bucomaxilofacial da Faculdade de Odontologia da UERJ.
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