Distalização por palatino
A biomecânica da distalização dos molares
superiores utilizando a região palatina pode
apresentar diferentes características em relação
à biomecânica realizada por vestibular,
tendo vantagens e desvantagens em relação a
esta5,6.
A principal vantagem pode ser atribuída ao
fato de não requerer a mudança de local dos
mini-implantes, uma vez que não interfere no
trajeto da movimentação dos pré-molares após
a distalização dos molares. Assim, a distalização
de pré-molares, caninos e incisivos também
pode ser realizada com o mini-implante
na posição inicial. Outra vantagem seria que,
em alguns sistemas biomecânicos, há a aproximação
da linha de ação da força em relação ao
centro de resistência dos primeiros molares superiores,
o que poderia resultar em movimentos
mais controlados durante a distalização dos
molares5.
Uma vantagem muito importante da distalização
realizada por palatino é a possiblidade
de realizá-la simultaneamente à intrusão de
molares. É bem conhecido que a distalização
de molares promove alguma extrusão desses
dentes como efeito colateral, o que contraindica
este procedimento em pacientes com
problemas verticais6. Nesses casos, podemos
ter bons resultados clínicos com a distalização
associada à intrusão simultânea dos molares,
que é possível com a utilização da mecânica
por palatino, como demonstraremos a seguir.
As desvantagens são atribuídas ao desconforto
que pode ser maior para o paciente, uma
vez que a língua permanece em contato todo o
tempo com os diversos dispositivos utilizados.
Orthodontic Science and Practice. 2012; 5(18):132-141.
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