A má oclusão de Classe III, de acordo com o sistema de classificação preconizado por Angle, muito embora seja uma das menos prevalentes, é considerada a de maior complexidade
quanto ao tratamento. A abordagem terapêutica pode ser instituída durante o crescimento
facial, por meio de aparelhos ortopédicos, preferencialmente entre o final da dentição decídua e o início da dentição mista. Entretanto, antes e após esta fase, os movimentos ortopédicos dos ossos são acompanhados pelos movimentos dentários, considerando o apoio dentário
superior. A ancoragem esquelética, por meio de miniplacas, tem sido sugerida como dispositivos que potencializam a força ortopédica nos casos com retração de maxila. A corticotomia
tem sido utilizada como meio de favorecer o movimento dentário, com pouca indicação para
o movimento esquelético, sobretudo, na protração da maxila com máscara facial. O objetivo
desse trabalho é apresentar um caso clínico de uma menina tratada na dentição permanente
com má oclusão de Classe III, com mordida cruzada anterior e retração de maxila por meio
de máscara facial conectada a miniplacas instaladas na região lateral à cavidade nasal. A
corticotomia bilateral horizontal foi realizada previamente à tração. Após seis meses de tratamento, houve a correção da má oclusão com avanço de maxila e melhora do perfil facial. A
abordagem ortopédica de tração reversa associada à ancoragem esquelética e corticotomia
mostrou-se efetiva e rápida.
Descritores: Má oclusão de Angle Classe III, procedimentos de ancoragem ortodôntica,
procedimentos cirúrgicos ortognáticos, aparelhos de tração extrabucal
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