Cisto residual forma-se a partir da ressecção incompleta
do cisto radicular, lateral ou dentigero,
também podem surgir a partir da extirpação ou
esfoliação de um dente, e como conseqüência
de uma degeneração cística de material granulomatoso
de um dente que sofreu procedimento
de extração e exibia um granuloma associado; ou
também podem surgir a partir do desenvolvimento
ou proliferação de restos epiteliais odontogênicos
residuais de um dente extraído. Aproximadamente
10% dos cistos são do tipo residual. O
cisto radicular é um cisto odontogênico inflamatório
que se origina dos restos epiteliais odontogênicos,
associado à necrose da polpa do dente
envolvido, em um granuloma preexistente, sendo
geralmente descoberto através de radiografia de
rotina. Caracteristicamente os cistos periapicais
não apresentam sintomas, a menos que exista
uma exacerbada inflamação aguda. Além disso,
se o cisto atingir um tamanho grande, podem ser
observadas tumefação e sensibilidade leve. Quanto
ao tratamento, o mais indicado é o cirúrgico,
através de dois tipos principais: enucleação e marsupialização,
sendo este último através da criação
de uma janela na parede do cisto, com o posterior
esvaziamento do seu conteúdo. O objetivo deste
trabalho é expor um caso de remoção cirúrgica
de três cistos radiculares residuais. Um através de
marsupialização, seguido de enucleação, e os outros
dois com enucleação, desenvolvidos em um
paciente gênero masculino, 44 anos de idade que
procurou atendimento na FO-UFPel para execução
de próteses. Ao exame radiográfico evidenciou-se
as lesões radiolúcidas uniloculares em mandíbula,
lado esquerdo e 2 lesões igualmente radiolúcidas
do lado direito e após um adequado planejamento,
optou-se pelos tratamentos de marsupialização
e enucleação onde pode se observar um bom
resultado no caso relatado.
Descritores: Cisto radicular residual, marsupialização,
enucleação.
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