Vol. 15 – Número 60 – 2022 Na Visão D’elas Página 80-87 Avaliação do conhecimento dos ortodontistas sobre movimentação ortodôntica em dentes traumatizados Leniana Santos Neves¹ Letícia Teixeira Vieira² Esdras de Campos França³ Marcelo de Araújo Lombardi4 Rodrigo Hermont Cançado1 Juliana Vilela Bastos5 Alexandre Fortes Drummond6 Resumo O presente estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento dos ortodontistas inscritos na Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial – Seção Minas Gerais (ABOR/MG) sobre a movimentação ortodôntica de dentes traumatizados. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário eletrônico desenvolvido na plataforma Google Forms® e enviado via e-mail. O questionário foi baseado no trabalho de Tondelli et al.1 (2010), composto por 21 questões objetivas, o qual foi dividido em 3 partes: a parte 1 abordou os dados demográficos dos participantes; a parte 2 coletou informações a respeito do conhecimento sobre traumatismo dentoalveolar e a parte 3 buscou avaliar o conhecimento dos profissionais em relação à movimentação ortodôntica de dentes traumatizados. A amostra consistiu de 93 (32%) de 289 ortodontistas registrados na ABOR/MG que responderam voluntariamente ao questionário, sendo 52,7% do sexo masculino e 47,3% do sexo feminino. Quanto à formação, a maioria (58,1%) apresentava o curso de Especialização concluído, 34,4% tinham concluído Mestrado ou Doutorado. A maior parte da amostra tinha mais de 10 anos de exercício da Ortodontia (50,5%). Do total, 53,8% afirmaram que praticam exclusivamente Ortodontia em seu consultório e 91,4% responderam que já atenderam pacientes com traumatismo dentário. No entanto, 21,5% afirmaram que apenas às vezes perguntam sobre história prévia de dentes traumatizados. O tipo de trauma com respostas mais assertivas foi avulsão (95,7%), enquanto subluxação, foi a que teve menos respostas adequadas (75,3%). A maioria dos ortodontistas possui um nível de conhecimento considerado satisfatório em relação às classificações de traumas dentários. Porém, a conduta em relação à movimentação ortodôntica destes dentes ainda é inadequada e uma maior capacitação desses profissionais torna-se necessária para levar ao correto tratamento e ao melhor prognóstico do paciente com traumatismo dentário. Descritores: Traumatismo dentário, Ortodontia, dente permanente. 1 Mestre e Doutor em Ortodontia – FOB-USP, Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Restauradora, área de Ortodontia – Faculdade de Odontologia – UFMG. 2 Graduação em Odontologia – Faculdade de Odontologia – UFMG, Especialista em Ortodontia – IES/MG. 3 Especialista em Ortodontia – UFMG, Mestre e Doutor em Odontologia – Faculdade de Odontologia – UFMG, Professor substituto do Departamento de Odontologia Restauradora, áreas de Ortodontia e Materiais Dentários – Faculdade de Odontologia – UFMG. 4 Especialista em Ortodontia – Faculdade de Odontologia – UFMG. 5 Doutora em Biologia Celular – ICB-UFMG, Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Restauradora – Faculdade de Odontologia – UFMG, Coordenadora do programa Traumatismos Dentários – Faculdade de Odontologia – UFMG. 6 Mestre em Ortodontia – FOB–USP, Doutor em Materiais Odontológicos – Faculdade de Odontologia –UFMG; Professor Associado do Departamento de Odontologia Restauradora – Faculdade de Odontologia – UFMG. DOI: 10.24077/2022;1560-23111512
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