Vol. 15 – Número 58 – 2022 Artigo original Página 68-72 Avaliação da resistência à torção de mini-implantes após uso clínico e processo de reciclagem Rodnei Luis Dezordi1 Bruno da Silva Vieira2 Sandro Henrique Batista Santos1 Rodrigo Hermont Cançado3 Fabrício Pinelli Valarelli4 Karina Maria Salvatore Freitas5 Resumo Objetivo: O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do uso clínico e do processo de reciclagem nos valores de torção e na resistência mecânica à fratura dos mini-implantes. Material e métodos: Trinta e quatro mini-implantes autoperfurantes de titânio (Ti-6AI-4V) de uma mesma marca comercial com 1,5 mm de diâmetro, 8,0 mm de comprimento e perfil transmucoso de 2,0 mm, que foram selecionados e divididos em dois grupos: Grupo 1 foi composto de 24 mini-implantes inseridos na maxila e mandíbula de 17 pacientes sob tratamento ortodôntico e, que após 4 meses foram removidos e submetidos aos processos de reciclagem, incluindo limpeza e esterilização. O grupo 2 (controle) foi composto por 10 mini-implantes, conforme comercializados pelo fabricante. Os valores de torque de inserção e o torque máximo no momento da fratura dos mini-implantes foram realizados na máquina de teste universal (EMIC). Para comparação dos dados entre os grupos, foi realizado o t independente (p>0,05). Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa no teste de ensaio de resistência à torção entre os grupos analisados. Conclusão: Pode-se concluir que o processo de reciclagem dos mini-implantes não influenciou nos valores de resistência à torção, mantendo-se dentro do limite recomendado pelo fabricante para seu uso clínico. Descritores: Procedimentos de ancoragem ortodôntica, Ortodontia corretiva, esterilização. 1 Me. em Odontologia – área de concentração Ortodontia – UNINGÁ. 2 Me. em Odontologia – área de concentração Ortodontia – UNINGÁ, Dr. em Ortodontia pela FOB-USP. 3 Me. e Dr. em Ortodontia – FOB-USP, Prof. – UFMG. 4 Me. e Dr. em Ortodontia – FOB-USP, Prof. do Mestrado Profissional em Odontologia – UNINGÁ. 5 Me. e Dr.ª em Ortodontia – FOB-USP, Coord. do Mestrado Profissional em Odontologia – UNINGÁ. DOI: 10.24077/2022;1558-0193487
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