Vol. 18 – Número 69-70 – 2025
Página 109-119
Beatriz Almeida Shimizu
Otávio Giambarresi Delorenzi
Ricardo César Moresca
Resumo
A abordagem clínica da agenesia de incisivos laterais superiores levanta questões pertinentes quanto aos seus resultados estéticos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a percepção da estética de ortodontistas (OT), cirurgiões-dentistas (CD), acadêmicos de Odontologia (AO) e indivíduos leigos (LE) considerando os sorrisos produzidos por diferentes abordagens no tratamento da agenesia de incisivos laterais superiores, e definir quais as alterações mais importantes para este tipo de tratamento. Simulações de tratamento foram realizadas em um sorriso feminino,
gerando as seguintes possibilidades na mesialização dos caninos (uni e bilaterais): variação na altura da margem gengival (MG) alternando entre mais alta e mais baixa que a MG dos incisivos centrais superiores; e, reanatomização da borda incisal dos caninos. As 13 imagens foram apresentadas aos avaliadores que as avaliaram de 0 (desagradável) a 10 (muito agradável). As comparações intergrupos foram realizadas utilizando-se o teste de Kruskal-Wallis adotando-se o nível se significância de 5% (p<0,05). Estatisticamente, os ortodontistas foram os mais críticos.
A imagem pior avaliada foi a que apresentava agenesia bilateral sem modificação gengival ou anatômica, enquanto a imagem do sorriso que mais agradou foi a que não apresentava agenesia e nem modificações. O sorriso com agenesia unilateral esquerda com modificação anatômica e gengival recebeu a segunda melhor classificação. Concluiu-se que, quando for realizada a substituição do incisivo lateral por um canino, para obter resultados mais atraentes, deve-se realizar a reanatomização da coroa e deixar a margem gengival do canino abaixo da margem gengival
do incisivo central.
Descritores: Estética, agenesia, Ortodontia.
1 Cirurgiã-dentista – UFPR, Mestranda em Ortodontia – FOB-USP.
2 Cirurgião-dentista – UFPR.
3 Professor Titular Ortodontia – UFPR, Doutor em Ortodontia – FOUSP, Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia, Vice-presidente
da ABOR.
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