Vol. 13 – Número 51 – 2022 CADERNO DE IMPLANTODONTIA Relato de caso Página 56-65 Avaliação da estabilidade primária em implantes com diferentes tratamentos de superfície por meio da análise de frequência de ressonância Axlaine Duarte Queiroz¹ Thales Martins Cruvinel¹ Silvio Pedro da Silva Sakamoto¹ Diogo Henrique Vaz Souza¹ Andrea Sayuri Silveira Dias Terada¹ Marcelo Bighetti Toniollo¹ RESUMO Os pré-requisitos para o sucesso na Implantodontia, além da osseointegração, são a obtenção e manutenção da estabilidade dos implantes. Tem-se pesquisado muito em relação ao tratamento de superfície dos implantes no intuito de potencializar e encurtar o tempo de osseointegração. Com isso, surgiu o conceito de hidrofilia, a qual influencia o nível de contato de um biomaterial com as células presentes no tecido onde é inserido. O objetivo desse estudo foi avaliar o coeficiente de estabilidade (ISQ) de duas superfícies diferentes de implantes dentários, sendo uma hidrofóbica (Neoporos) e outra hidrofílica (Acqua), através do método de análise de frequência de ressonância (AFR) por meio do Osstell (Integrations Diagnostics, Gotemburgo, Suécia). Foram inseridos quatro implantes (3,75 x 9,0 mm, híbrido com corpo cilíndrico e ápice cônico e conexão cone morse) na região posterior de maxila, com dois diferentes tratamentos de superfície, sendo um deles tratado com ataque ácido e jateamento (superfície hidrofóbica – Neoporos – Neodent, Curitiba, Brasil) e outro tratado igualmente ao anterior, mas armazenado em cloreto de sódio para proteção (superfície hidrofílica – Acqua – Neodent, Curitiba, Brasil). As mensurações do ISQ (realizadas na mesial, vestibular, distal, oclusal e palatina dos implantes) foram realizadas no pós-operatório T0 (0 dias), T1 (40 dias) e T2 (90 dias). Os resultados permitiram concluir que, no presente estudo, não houve diferenças significativas entre as médias do ISQ dos implantes de superfície hidrofílica versus implantes de superfície hidrofóbica, por meio da AFR. Descritores: Implante dentário, análise de frequência de ressonância, propriedades de superfície. ¹ Faculdade de Odontologia – Universidade de Rio Verde. DOI: 10.24077/2022;135102446249
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