Vol. 17 – Número 68 – 2024
Página 56-63
Isaac Augusto Dantas Nogueira1
Ítala Laís Rodrigues Coelho2
Alexandre Moro3
Fábio Wildson Gurgel Costa4
Rowdley Robert Rossi Pereira5
Cauby Maia Chaves Júnior6
Resumo
O objetivo deste trabalho foi comparar as características cefalométricas de indivíduos normais (sem sobrepeso), com indivíduos sobrepeso e obesos portadores de apneia obstrutiva do sono (AOS) grave. Foram selecionados para o estudo prontuários de pacientes adultos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65 anos e com diagnóstico clínico e polissonográfico de AOS grave. Os indivíduos foram separados em dois grupos de acordo com seus índices de massa corporal (IMC): Grupo I (IMC ≤ 24,9 kg/m²) e Grupo II (IMC ≥ 25kg/m²). Telerradiografias laterais foram utilizadas para realizar a avaliação dos parâmetros cefalométricos dos voluntários. Mulheres com IMC normal (Grupo I) foram as que mais apresentaram alterações cefalométricas, como padrão esquelético de Classe II (ANB = 6.03±2.31), tendência de crescimento vertical da face (SN.Gn = 72.05±2.76, SN.Go.Me = 39.54±6.98, GoGn.Ocl = 24.26±3.15,
FMA = 30.78±7.27), base do crânio encurtada (SN = 66.68±1.81), e espaços faríngeos posterior (PAS = 6.49±3.49) e médio (EFM = 7.64±3.36) diminuídos. Homens com IMC aumentado apresentaram uma diferença estatisticamente significante (p=0,04) nos valores do espaço póstero-palatal médio (EPPM) quando comparados aos grupos com IMC normal. Concluiu-se que esses achados indicam que pacientes eutróficos com AOS grave possuem mais alterações
morfológicas craniofaciais quando comparados a um grupo de pacientes com IMC aumentado (sobrepeso e obesidade). Nos indivíduos mais magros, a configuração esqueletal craniofacial parece exercer um papel anatômico determinante no desenvolvimento da AOS, enquanto nos indivíduos mais gordos, padrões craniofaciais desfavoráveis não seriam tão impactantes
Descritores: Apneia obstrutiva do sono, cefalometria, obesidade, índice de massa corporal.
1 Bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica – PIBIC – UFC.
2 Aluna de Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Odontologia – UFC.
3 Professor Titular – UFPR, Graduação e Pós-Graduação em Ortodontia, Professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Odontologia Clínica
– Universidade Positivo.
4 Professor Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Odontologia – UFC.
5 Doutor pelo Departamento de Psicobiologia – Medicina e Biologia do Sono -UNIFESP.
6 Professor Titular – Universidade Federal do Ceará – UFC.
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